3 | Entre sonhos, princípios e silêncios
- Família

- 23 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de mai. de 2025
Na intensidade da adolescência, ela crescia com fé, amor e muitas perguntas.
A adolescência de Anna Júlia foi marcada por contrastes sutis: por fora, o brilho de uma jovem vaidosa, linda, alegre e cheia de vida; por dentro, uma alma sensível, exigente consigo mesma, com sede de acertar — e, por vezes, medo de falhar.
Ela queria sempre dar o melhor de si. Estudiosa e dedicada, encarava cada trabalho, prova e tarefa com seriedade. Sonhava alto. Queria realizar, fazer bonito, deixar sua marca. Em casa, fazia planos com a mãe e com o irmão Vinícius — sobre o futuro, sobre a vida. Era dessas jovens que pensavam longe. Ao mesmo tempo, a busca pela perfeição às vezes vinha acompanhada de ansiedade e frustração. Algumas cobranças eram invisíveis para o mundo, mas pesavam em seu coração.
Sua fé era uma parte fundamental de quem ela era. Como estudante da Bíblia, mantinha uma relação profunda com a espiritualidade. Estudava com regularidade e fazia escolhas conscientes. Tinha convicções fortes sobre certo e errado e evitava qualquer coisa que pudesse ferir seus valores. Para Anna, agradar a Deus vinha antes de agradar ao mundo — inclusive em coisas simples, como não se envolver com namoros, festas ou conversas que não condiziam com o que acreditava.
Tinha uma ligação muito próxima com os irmãos, especialmente Giovanna e Vinícius, com quem trocava confidências, conselhos e muitos momentos de riso. Também cultivava com carinho a amizade com os primos Victor, Brenda e Jamilly — laços de afeto que iam além do convívio, eram verdadeiras parcerias de vida.
Mesmo sendo reservada em alguns aspectos, Anna era observadora e muito sensível às injustiças ao seu redor. Escolhia com cuidado as amizades e se afastava de tudo aquilo que não fazia sentido ao seu coração. Era jovem, mas com uma maturidade admirável.
Buscando sempre o melhor para seu desenvolvimento, Anna trocou de escola no meio da adolescência. Era um passo importante em busca de uma formação mais sólida, com ensino mais estruturado — e ela abraçou essa mudança com responsabilidade.
Entre sonhos, estudos e fé, também havia dias difíceis, dúvidas, silêncios. Como toda adolescente, enfrentava seus próprios conflitos internos, nem sempre expressos em palavras. Mas mesmo nos dias mais sensíveis, sua essência permanecia: um coração puro, uma alma intensa e uma vontade enorme de ser luz.
"Mesmo quando não dizemos, a alma fala — e quem ama, escuta."
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